















O Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta quarta-feira (8) se as eleições para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro serão diretas ou indiretas.
O julgamento está previsto para começar à s 14h.Â
A questão será decidida em uma ação na qual o diretório estadual do PSD defende a realização de eleições populares para o comando interino do estado, e não votação indireta, por meio dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Quem for eleito para comandar o estado ficará no cargo até o fim deste ano.
Em janeiro de 2027, o governador eleito em outubro assumirá o cargo normalmente pelos próximos quatro anos.Â
No dia 23 de março, o ex-governador Cláudio Castro foi condenado à inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em função da condenação, o tribunal determinou a realização de eleições indiretas para o mandato-tampão.
Contudo, o PSD recorreu ao Supremo e defendeu eleições diretas.
No dia anterior ao julgamento, Castro renunciou ao mandato para cumprir o prazo de desincompatibilização para se candidatar ao Senado.
A medida foi vista como uma manobra para forçar a realização de eleições indiretas, e não diretas.
O ex-governador poderia deixar o cargo até o dia 4 de abril.Â
A eleição para o mandato-tampão deverá ser realizada porque a linha sucessória do estado está desfalcada.Â
O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo, em 2025Â para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado.
Desde estão, o estado não tem vice-governador.Â
O próximo na linha sucessória seria o presidente da Alerj, o deputado estadual Rodrigo Bacellar.
No entanto, o parlamentar foi cassado na mesma decisão do TSE que condenou Castro e já deixou o cargo.
Antes da decisão, Bacellar também foi afastado da presidência da Casa por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele é investigado no caso que envolve o ex-deputado TH Joias.Â
Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o cargo de governador do estado.Â